Sobre os noivos

Como é bom recordar! Conheça os detalhes da nossa caminhada até esse grande sonho do nosso casamento.

Nossa história começa em Barra Velha, e é um amor que subiu a serra. Ok, não é bem isso, mas vamos lá. Minha família e eu, todos os anos, passávamos as férias em Barra Velha. No ano de 2007 o Rafael estava lá, também, na mesma praia, com sua família, e conheceram meu pai e irmã gêmea. Na época, o Rafael estava se formando na faculdade com 22 para 23 anos e eu iniciava o ensino médio com 14 para 15 anos.

Alguns meses depois minha irmã gêmea, o rafa e eu nos encontramos no Orkut e começamos a conversar pelo MSN, estreitando os laços de amizade. Em 2007 nós três conversávamos com frequência, era divertido, o Rafael sempre foi muito engraçado. Em 2008 nos falamos muito pouco, cada um com suas atividades, não sobrava tempo. Em 2009 voltamos a conversar mais, eu estava no ano de vestibular e pedia dicas de estudo a ele, e logo as conversas passaram a ser somente entre mim e o Rafael. Entre os assuntos de nossas conversas ele me falava muito sobre Deus, e eu sempre muito curiosa queria entender o que significava ser um Adventista do Sétimo Dia. Passávamos horas falando de Deus e ele me explicava tudo com paciência e respondia todas as minhas dúvidas. Em setembro fui participar de um concurso de modelo em Curitiba, apesar de não levar muito jeito para isso (hahaha), então combinei com o Rafael para nos conhecermos pessoalmente, afinal quase três anos de amizade e ainda não tínhamos nos visto pessoalmente. Eu cheguei na rodoviária e estava muito nervosa e ansiosa para ver o Rafa, eu era muito tímida. Então ele foi me buscar, conheci sua família, passei o final de semana em sua casa e fui embora, mas antes disso, demos o abraço mais apertado e sincero que dois amigos podem dar, eu estava realmente muito feliz em vê-lo. Após isso passamos a conversar com mais frequência, nossa amizade só crescia. Logo depois viajamos Lais e eu, no feriado do dia 12 de outubro, para conhecer Curitiba. Rafael e sua família sempre muito atenciosa nos levaram a vários pontos turísticos de Curitiba, foi muito divertido.

Depois disso continuávamos a conversar, ele e eu, mas algo havia mudado. Várias situações mostravam que o carinho que sentíamos um pelo outro tinha algo diferente. Conversei com minha mãe sobre isso e ela me disse: “Filha o seu amigo está gostando de você de outro jeito, não apenas como amigo”. Fiquei animada, afinal sempre achei o Rafael muito lindo, mas era meu amigo, então eu disse para minha mãe: “ai mãe, nada a ver, e mesmo que fosse verdade, eu gosto dele só como amigo”.

Em janeiro de 2010 minha família convidou o Rafael e sua família para passar uma semana na praia de barra velha. Infelizmente seus pais não puderam ir, mas o Rafael e sua irmã Luana foram. Na semana que nos programamos para recebê-los surgiram vários imprevistos fazendo com que sobrasse muito tempo para nós dois conversarmos sobre a vida. E conversamos muito, rimos, nos divertimos, fomos à praia, apesar de estar chuvosa aquela semana. Brincávamos muito um com o outro. Era tudo muito divertido. Em uma tarde fomos à praia, a Luana foi caminhar e ficamos somente ele e eu, sentados à beira do mar. Em um determinado momento ele perguntou: “Leila, o que você acha de ficarmos juntos?” Eu fiquei muito envergonhada, não sabia o que dizer, ele é lindo, eu o amo, pois era meu melhor amigo, mas eu não quero estragar nossa amizade, então olhando pra baixo, porque eu não conseguia olhar para ele, falei: “Acho melhor não”. Fomos para casa, e como todas as noites foram chuvosas, alugamos filmes para assistir. No final da semana o Rafa e sua irmã estavam indo embora. Quando nos despedimos, sentimos que não gostaríamos de ficar longe um do outro.

Ao chegar a Curitiba o Rafael ligou convidando-me para passar a semana lá e eu disse que iria falar com meus pais. Eu fiquei muito animada e apreensiva, não sabia o que iria acontecer, fiquei pensando se era certo eu ir, afinal, éramos amigos e não queria mudar isso, pensava assim: “ele vai querer namorar comigo, mas eu não quero”, estava confusa e com medo. Então mandei um SMS pelo celular da minha mãe dizendo que não iria. No dia seguinte ele me ligou perguntando se eu iria ou não, então eu perguntei: “Você não recebeu minha mensagem?”, e ele respondeu dizendo que não e perguntou o que havia na mensagem. “Na mensagem eu disse que não poderia ir, mas vou poder ir sim, amanhã estarei aí”. Como eu disse, estava confusa hahaha. Viajei para Curitiba, a mãe dele me buscou, almoçamos juntos e de noite fomos ao shopping. Ele estava muito quieto e eu “tagarela”, estava muito nervosa, até que ele olhou bem sério pra mim e me beijou.

Namoramos 1 ano e meio a distância, e fui morar sozinha em Curitiba para fazer faculdade de odontologia, pois não havia este curso em minha cidade. Nessa época conheci melhor a Deus e em maio de 2012 fui batizada na Igreja Adventista. Esta foi a melhor escolha da minha vida. Ao longo dos anos de namoro sempre nos apoiamos muito, ele na minha faculdade me incentivando a dar o melhor de mim e eu nos seus estudos no concurso para que ele não desistisse, afinal, eu sabia que Deus tinha bons planos para ele. Além disso, nosso relacionamento era cheio de muito amor, respeito, carinho e companheirismo. Brigas? Raríssimas.

O pedido de casamento: Em 2016 aconteceu minha formatura, logo após isso minha cunhada, a Luana, perguntou se eu gostaria de fazer um ensaio fotográfico na chácara da amiga da minha sogra, um “pré wedding” de mentira para divulgar a empresa dela. Aceitei muito feliz, pois amo tirar fotos. Porém, na véspera desse ensaio eu estava triste, afinal, com 6 anos de namoro, eu gostaria que fosse de um “pré wedding” de verdade, queria casar logo, mas sabia que ainda não poderia, pois o Rafa estava esperando ser chamado no concurso em que conseguiu ser aprovado. Então fiz um jantar romântico, na minha casa, fazendo um clima para as fotos. No dia seguinte acordamos cedo e fomos para a chácara, onde encontramos uma equipe de cerca de 10 pessoas, entre maquiadora, todo pessoal da decoração, e das fotos. Fiquei linda para as fotos, e sentei com o rafa dentro de um pequeno gazebo decorado delicadamente com flores. Começou a sessão de fotos, alguns sorrisos forçados e de repente começa a tocar a nossa música “Forever by your side”-The Manhattans. Nesta hora fiquei muito feliz e olhei para o Rafa, toda apaixonada, e disse: “É a nossa música, amor”. Ele me olhou nos olhos, assentiu com a cabeça, e de repente mostrou uma caixinha preta onde estava um lindo anel solitário: “Leila Freiberger, aceita se casar comigo?” Eu fiquei pasma e paralisada, não podia acreditar naquilo tudo, que ele havia feito uma surpresa maravilhosa, cada detalhe pensado para fazer o pedido de casamento perfeito, então claro que aceitei. Foi um dia mágico, me senti uma princesa, então o falso “pré wedding” era o verdadeiro “pré wedding” (hahaha) Eu amo demais o meu noivo, ele com certeza é o homem da minha vida e eu agradeço a Deus por ter me dado um homem tão bom e generoso.

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